Que Colégio é esse?

 

Segunda feira, 19 de setembro de 2011, 22:30h

 

Nesse momento, João Victor, Karen, João Pedro, Daniele, Caio, Sarah, Edson, Vinícius, Bárbara, Estefânia e Clarissa se dividem em tarefas de Matemática, Biologia, História, Desenho Técnico, Algoritmo e Arquitetura de Computadores, na Rede Peabirus.

 

Paralelamente, no Facebook, discutem os trabalhos que estão realizando no Peabirus. A cada atividade encerrada e postada, comemoram o fato de terem cumprido o dever... Avisam que estão no caminho do sono e se despedem com a alegria da certeza do reencontro, no dia seguinte, no colégio!

 

Sim, eles gostam do Colégio! Eles têm 15/16 anos e gostam de estar no Colégio!

 

Em outra postagem, Igor, Cláudio, Luis Felipe, Vinícius, Hassem e Roberto tratam de lembrar, uns aos outros, sobre a aula de Eletrônica do dia seguinte, e o que têm que preparar para a mesma.

 

Numa rápida passada de olhos, flagro 16 alunos do colégio envolvidos com coisas que estamos propondo para eles. Se eu resolver pesquisar mais um pouco, concluo que, pelo menos mais 15, passaram pela Rede, hoje, e após o horário das aulas, trabalhando nas propostas dos professores.

 

Essa observação segue os dias e invade os fins de semana. Já se tornou rotineiro encontrar os alunos no Peabirus nas tardes de sábado e nas tardes/noites de domingo.

 

Creio que esse é o melhor e mais forte argumento sobre a participação dos alunos nesse processo. É claro que é apenas o início, é claro que ainda há muitas falhas, não tenho a menor dúvida que a maioria das respostas ainda deixa a desejar... mas eles estão lá/aqui. E estão soltos, sem o menor medo de expor as dúvidas, as limitações. E estão empolgados! Esse sentimento expresso de que estão gostando e valorizando o que estão fazendo!

 

Peguei a Sarah dizendo: “Cada vez que converso com alguém da minha turma descubro um novo trabalho, ao invés de fazê-los, vou bloquear todos da turma! hahaha!" Eles interagem com os trabalhos, entre eles, se autosacaneiam, se divertem e... aprendem mais do que nunca!

 

Eles estão na Rede.

 

Parabéns, queridos colegas professores, pela ousadia, pela compreensão, pela canseira que esse trabalho exige.

 

Por algum motivo, me lembrei dos versos de Milton Nascimento e Fernando Brant, em “Bola de meia, bola de gude”

(...) Há um menino

Há um moleque

Morando sempre no meu coração

Toda vez que a tristeza me alcança

O menino me dá a mão

Há um menino

Há um moleque

Morando sempre no meu coração

Toda vez que o adulto fraqueja

Ele vem pra me dar a mão.

 

Denise Vilardo

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